Itália, Roma: Museus Capitolinos

 

Ocupando uma das sete colinas de Roma, na Piazza do Campidoglio, os Museus Capitolinos, desenhado por Michelangelo, em 1536, não é o preferido à visitação pelos turistas. Mas, por sua importância histórica, e por seu espetacular acervo, deveriam constar em todo e qualquer roteiro de viagem a Roma.

Os Museus Capitolinos são considerados o primeiro complexo de museologia do mundo, e é o principal acervo público de Roma.




Com 12.977 m2 de área, construído em cima das ruínas do templo de Júpiter, a criação do museu começou com a doação do Papa Sisto IV, em 1471, de uma coleção de bronze. Esta  coleção cresceu ao longo do tempo graças às doações de papas, como Paulo III e Pio V, que queriam remover as esculturas pagãs do Vaticano. Em 1654 com a construção do Palácio Novo, o museu, ganhou muito mais espaço e foi aberto ao público, pelo desejo do Papa Clemente XII em 1734. Entre as pinturas,  obras-primas de Tiziano, Caravaggio e Rubens.

"Rômulo e Remo", pintura de Peter Paul Rubens

"The Burial of St.Pertolina", pintura de Guercino

"João Batista", pintura de Caravaggio

"Boaventura", pintura de Caravaggio




Uma nova ala do museu, transformada em uma sala moderna, com cobertura de vidro,  guarda três das principais obras dos Capitolinos: a Loba Capitolina, com os gêmeos Rômulo e Remo sendo amamentados, a escultura equestre  original de Marco Aurélio ( a cópia está no pátio  externo, à entrada do museu), que é também a única escultura equestre, em bronze, remanescente da idade média, todas as outras foram derretidas para a confecção de moedas. E ainda a escultura gigantesca  do imperador Constantino. 


Lupa Capitolina


Escultura Equestre de Marco Aurélio, em bronze



Colossal Cabeça do Imperador Constantino

A história da fundação de Roma, em 753 a.C. é marcada por mitos e lendas. A principal delas conta exatamente a história dos irmãos gêmeos, Rômulo e Remo, o autor, que se destacou por organizar a história da fundação de Roma, foi Tito Lívio, um historiador romano nascido em 59 a.C. e que viveu até 17 d.C

Diz a lenda que Rômulo e Remo eram filhos do deus grego Ares, ou Marte, seu nome latino, e da mortal Reia Sílvia (ou Rhea Silvia), filha de Numitor, rei de Alba Longa.

Amúlio, irmão do rei Numitor, deu um golpe de estado, apoderou-se da coroa e fez de Numitor seu prisioneiro. Reia Sílvia foi confinada à castidade, para que Numitor não viesse a ter descendentes. Entretanto, Marte desposou Reia que deu a luz aos gêmeos Rômulo e Remo. Amúlio,  ao saber do nascimento das crianças, mandou que  as colocasse em um cesto e as jogassem no rio Tibre. A correnteza os arremessou à margem do rio, onde foram encontrados por uma loba, que os teria amamentado e cuidado deles, até que foram achados pelo pastor Fáustulo que, junto com sua esposa, criou-os como filhos.

Quando Amúlio descobriu que os irmãos tinham sobrevivido, capturou Remo. Porém, os irmãos conseguiram não só se livrar do poder de Amúlio como também derrotá-lo e devolver o trono a Numitor, deixando-o com o trono de Alba Longa, e voltaram para o local onde foram criados, para fundar uma nova cidade.

Como eram gêmeos, os parâmetros para se decidir quem seria o Rei da nova cidade tornou-se um problema e, após tentativas de estabelecer o reinado, Rômulo acabou matando Remo, fundando Roma e instaurando uma monarquia.

Outra obra emblematica, e colossal dos Museus Capitolinos, é a escultura em mármore de "Marforio", do século I d.C.





Consta nos registros históricos, que a escultura de "Marforio" era a principal parte de uma fonte romana do período flaviano, representando a personificação do oceano. Foi encontrada no século XVI, no Fórum de Augusto.



Além das obras de arte, os prédios que compõem os Museus Capitolinos são uma atração à parte. Os enormes salões, dos andares superiores, são interligados por uma passagem subterrânea, batizada de Galeria Lapidaria, que permite, ao visitante, atravessar a Praça do Capitólio por debaixo dela. Parte desta passagem é aberta, e serve de camarote para  as ruínas do Fórum Romano, ao lado do Coliseu. Um privilégio para quem visita os Capitolinos.

Galeria Lapidaria


Fórum Romano

Arco de Constantino, Fórum Romano

Passagem subterrânea, Museus Capitolinos

As histórias das inúmeras obras de arte dos Museus Capitolinos se multiplicam. A dica é, se você pretende visitá-los, pesquise  e aproveite o momento à frente das obras ali expostas. São estes breves momentos que fazem a vida valer a pena.


Informações sobre ingressos e horário de visitação, acesse o site:

https://www.rome-museum.com/br/museus-capitolinos.php


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