Chegamos a Palermo, de Nápoles, de navio. Viagem bastante agradável, pelo mar Tirreno, deixando para trás uma vista maravilhosa do vulcão Vesúvio e de Nápoles.
O dia em Palermo estava lindo, muito quente, mas com uma brisa suave que abrandava o calor. Deixamos as malas em nosso hotel, ao lado do arco de entrada da cidade histórica, a Porta Nuova, datada do século XV, e fomos conhecer a linda Palermo, que é a quinta cidade mais populosa da Itália, e o principal centro cultural, histórico e econômico da Sicília.
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| Porta Nuova, Palermo |
Caminhamos pela Via Vittório Emanuele, onde estão a bela Catedral e, praticamente, todas as atrações históricas, muitas lojinhas, sorveterias, restaurantes, galerias de arte, enfim, toda sorte de atrações para alegrar os milhares de turistas que se acumulam na cidade.
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| Catedral de Palermo |
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| Teatro Massimo |
Uma das áreas mais festejadas, a da Piazza Pretoria, também conhecida como praça da Vergonha, fica nos limites do distrito de Kalsa, perto da esquina de Cassaro com a Via Maqueda, a poucos metros dos Quattro Canti, o cruzamento onde se encontram os quatro bairros antigos da cidade de Palermo. Diz a lenda que as freiras, de um convento que fica a poucos metros da praça, horrorizadas com tanta nudez, quebraram os órgãos genitais das das estátuas, ou melhor, suas “vergonhas”. Uma, entre tantas outras histórias, da linda Palermo.
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| Piazza Pretoria |






A cidade de Palermo guarda, dentro dos muros da parte histórica, uma joia da arquitetura árabe/normanda: O Palácio Real e a Capela Palatina. Um exemplo de conservação e fusão de culturas. A primeira estrutura do palácio real foi construída ainda na época da dominação árabe, no século IX. Posteriormente, com a chegada dos Normandos, em Palermo, em 1072, iniciaram-se as obras de reconstrução daquilo que era uma espécie de fortaleza-castelo denominada “Qasr”. Logo na entrada, as fundações, e as ruínas da construção original, parte datada de a.C., podem ser percorridas através de passarelas de vidro, que as deixam expostas.








O piso de vidro permite ao visitante ver todos os detalhes desta época, projeções informam as datas de cada ruína. “ O Palácio Real (ou Palazzo dei Normanni) é a residência real mais antiga da Europa. Hoje em dia é a sede da Assembléia Legislativa da Sicília e, por isso, o acesso aos apartamentos reais são limitados nos dias de expediente.” O que mais impressiona é a Capela Palatina“, um tesouro. Um mix de culturas e religiões, a Capela Palatina de Palermo foi construída por iniciativa do Rei Rogério II, após sua coroação. Para a realização da capela, foram contratados mestres das artes bizantina, islâmica e latina, o que impressiona é o modo como esses estilos se fundem harmoniosamente. Sem dúvida, é um verdadeiro deleite, para os olhos e para a alma.”






Palermo é uma cidade com muitas opções de restaurantes, para todos os bolsos. Você não pode deixar a cidade sem experimentar a guloseima mais típica da região, a Arancina. Trata-se de um bolinho de arroz, com variedade de recheios, sem igual. Nada a ver com o bolinho de arroz que conhecemos no Brasil, também delicioso. Além das inúmeras cantinas, com diversidade de massas e molhos, é para esbaldar com tantas delícias.
Para viver um pouco do dia a dia de Palermo, uma visita ao Mercado Ballaró é obrigatória. Trata-se de uma feira de rua, com variedade de frutas e legumes, que dividem espaço com barracas "restaurantes", onde, no menu, todos os tipos de frutos do mar podem ser encontrados.
A Sicília é famosa por seus limões. Em loja especializada, o turista encontra todos os produtos derivados desta deliciosa fruta. De licores, como o inconfundível limoncello, à sabonetes, você, certamente, trará alguma lembrança na bagagem.
Cefalù
Nesta jornada aos encantos da Sicília, após Palermo, alugamos um carro e saímos a desbravar a Ilha. A primeira parada foi em Cefalù, a 70 kms de Palermo.
Cidade minúscula, mas cheia de encantos. A começar por suas lindas praias, o casario construído às encostas da cidade enchem os olhos de beleza. O fim de tarde pelas ruas de Cefalù é um bálsamo, escolhi um lugar e observei a tarde passar na Praça da Duomo, construída no século XII, onde tudo acontece. Cefalù é para se conhecer sem pressa, caminhar pelas ruas tranquilas, com muitas lojas e restaurantes. Difícil escolher um lugar para jantar, entre tantas recomendações. Uma indicação aqui, outra ali, acabamos em uma tratoria pequena no tamanho, mas gigante no sabor. Depois fomos caminhar à beira mar e aproveitar o entardecer morno, com o sol escondendo-se atrás das colinas, deixando todo o mar Tirreno dourado. Foi um dia perfeito.
Taormina
Na sequência da viagem, pela formidável Ilha da Sicília, próxima parada foi em Taormina, a mais bela, 208 kms distante de Cefalù. Confesso que era a cidade que tinha mais vontade de conhecer. E tinha razão, é maravilhosa. Cada canto, ruela, lojinha, a arte que se apresenta em lindas cerâmicas delicadamente adornadas, ou pintadas, é difícil digerir tanta beleza em poucas horas. Deixei o carro no estacionamento à porta de entrada da cidade. É a única forma de poder fazer todo o circuito a pé.
Portanto, fomos perambulando pelas ruas, desbravando a alma da cidade.
Entrando em lojas de arte, galerias, subindo e descendo as estreitas ruas de Taormina, até chegar ao seu ponto nevrálgico: o Teatro Antigo. É uma visão única de uma ruína do Império Romano, construído no século III a.C. Durante os tempos do Império Romano, era comum acontecerem lutas entre gladiadores e animais ferozes.
Subindo o entorno do teatro, a vista que se tem de toda a costa de Taormina e de tirar o fôlego.
O“Antico Teatro di Taormina”(em italiano), hoje é cenário de muitos concertos e shows. Não tive o privilégio de assistir a nenhum deles, mas já foi demais poder estar ali.
Os happenings se multiplicam pelas ruas, e restaurantes, de Taormina.
Catânia
Seguindo pela Sicilia, chegamos a Catânia, 54 kms distante de Taormina e 28 kms do vulcão Etna. Segunda maior cidade da Sicília, é onde está a maior concentração urbana da região, fundada no século VIII a.C.
Como chegamos de carro, não tivemos a visão do Etna por cima, e não quisemos chegar mais próximo do vulcão por conta da temperatura, estava fazendo 40°, achamos prudente vê-lo de uma distância segura.
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| Vulcão Etna |
Aproveitamos a cidade, que não tem muito a oferecer, além do centro histórico em estilo barroco, onde na praça principal, além da igreja de Santa Ágata, padroeira da cidade, está o marco de Catânia: o elefante. Reza a lenda que elefantes de pedra eram colocados às portas da cidade para assustarem os invasores. O único remanescente desta época é o que está na Fontana Dell’Elefante, em frente ao Palácio dei Chieruci, na região central de Catânia.
Lendas a parte, o entorno da praça é repleto de restaurantes que servem pratos à base de peixes e frutos do mar. Há um enorme mercado, com muitos restaurantes, em uma aprazível ruela, ao lada da praça.
Sente-se a fuligem do vulcão Etna nas escurecidas paredes históricas. Estes prédios foram reconstruídos após o terrível terremoto de 1693, que devastou parte da Sicília.
Além de Palermo, Catânia também tem um aeroporto, que recebe voos de várias partes da Europa. Quando fizer seu roteiro pela Sicília, veja qual será o melhor aeroporto. E, se estiver em Nápoles, a opção de travessia por barco também e muito bacana. São 11 horas de travessia a partir de Nápoles, com opção de cabine, com camas ou poltronas.
Siracusa
Após conhecermos a grande Catânia, seguimos para nosso destino seguinte, Siracusa, são 67 kms de distância. Chegamos em um final de tarde, e fomos direto jantar em um encantador restaurante às margens do mar Tirreno, banhado pela luz de um crepúsculo espetacular.
Na manhã seguinte, passamos por seu centro histórico, em Ortigia. E logo descobrimos porque Siracusa significa “água em abundância”. O mar Tirreno pode ser avistado por qualquer caminho que o turista seguir. Tem uma marina repleta de iates gigantescos, clubes de praia refinados, muitos restaurantes charmosos e muitas lojas. Passeio para uma manhã.
Patrimônio Mundial da Humanidade, assim como todas as outras cidades da Sicília, Siracusa tem cerca de 120 mil habitantes. Mas esse número quadruplica no verão. Siracusa foi fundada em 634 a.C, considerada uma das mais importantes do mundo grego. O cientista Arquimedes, que viveu por aqui no Seculo III a.C é uma das maiores personalidades de sua história. Lá estão tb ruínas de um teatro grego e do templo de Apólo.
Com o calor intenso, resolvemos deixar o combo histórico e ir direto para a piscina do hotel. Que aliás recomendo, “Terra dei Limoni”. Trata-se de um hotel fazenda, produtora de limão siciliano e azeite. Uma delícia de lugar, com duas piscinas, e chalés espalhados pela propriedade. Uma experiência deliciosa, para "largatear" em um dia de verão, e depois aproveitar o que a noite de Siracusa tem de melhor.
Noto
Chegamos à bela cidade de Noto num final de tarde ensolarado, onde o crepúsculo iluminava as milenares construções, deixando tudo com uma coloração dourada espetacular. E, logo de cara, vimos a preparação de um requintado jantar, na rua central, no melhor estilo italiano.
Noto também foi destruída pelo terremoto de 1693. As famílias abastadas da época, reconstruíram-na, deixando-a ainda mais notável.
San Corrado é o protetor de Noto, descobrimos que, em homenagem ao santo, há inúmeros cidadãos de nome Corrado na cidade, no mínimo curioso.
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| San Corrado |
Como é uma região central, onde só pedestres entram, há que se tomar cuidado se estiver de carro, você pode ser multado só na tentativa de entrar em algumas das ruas históricas, permitidas somente para moradores. Aproveitamos o calor ameno do final de tarde, saboreamos o delicioso sorvete de pistache e a stracciatella, que só os italianos sabem como fazer.
Uma delícia de dia. Adoramos Noto. Não deve ficar de fora de seu roteiro à Sicília.
Prepare-se: Para viajar a Sicília, quando for a Itália, existem inúmeras possibilidades de roteiros. Eu fui a Portugal primeiro, onde fiquei por 10 dias(há vários posts desta parte da viagem já publicados), chegando em Lisboa, de onde fomos para Roma, são 3 horas de viagem em voo direto. Há muitas empresas lowcosts que fazem este trecho, jetcost é uma delas,
https://www.jetcost.pt/voos/italia/IT Fiquei por 5 dias, apesar de ser minha terceira vez na cidade. Aproveitei para ir a lugares que ainda não conhecia, e rever outros que gosto muito, como a Fontana di Trevi. De Roma, fomos a Nápoles de trem, há trens a cada hora, saindo das plataformas da estação central Termini, no coração de Roma. Eu comprei pela Ítalo, excelente.
https://www.italotreno.it/en quanto maior a antecedência, menor será o valor da passagem. São apenas 1h10 minutos de viagem, muito confortável. Ficamos 4 dias em Nápoles, é o suficiente para conhecê-la, aproveitando todos os maravilhosos museus da cidade. De Nápoles fomos a Palermo de barco, reservei pelo app da Omio, baixe em seu celular e veja as opções, muito facilmente,
https://www.omio.it/ , de barco são 11 horas até Palermo. Optei por cabine com camas, mas há a opção de poltronas a um custo menor. Tudo muito bem explicado no site da Omio. Vale lembrar que quanto maior a antecedência, maior a chance de você encontrar boas tarifas e horários de viagem convenientes ao seu roteiro.
Para conhecer a Sicilia, acho quase impossível sem alugar um carro. A não ser que você opte por agências de turismo, mas com certeza, pagará muito mais caro. E ainda há opção de cruzeiros, que ancoram nas principais cidades da Sicília. Eu particularmente, ainda acho melhor viajar de carro, e ficar livre para fazer seu roteiro, e seus horários, geralmente, escolho locar carro pelo app da Rentcars, sempre tem boas tarifas
https://www.rentcars.com/pt-br/.
Escolha seu roteiro e aventure-se, viajar é a melhor coisa da vida, e o melhor investimento que fazemos em nós mesmos.
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