Portugal: Ilha da Madeira

 


A partir de Lisboa, chegar a Ilha da Madeira, somente é possível por avião. São 1h30 de voo. Reservando com antecedência, consegue-se excelentes tarifas, planeje-se. Eu, habitualmente, na Europa, uso o app da Edreams ou Easyjet, são companhias low cost que valem a  pena para voos de curta duração. Mas atenção ao reservar o bilhete, veja o que está incluído no valor contratado. Geralmente, só incluem uma mala de mão que caiba embaixo da poltrona à sua frente. Qualquer outra mala, de bagageiro, terá de ser paga à parte. Check-in deve ser efetuado antecipadamente, corre-se o risco de pagar multas altíssimas no balcão da cia aérea. 








Chega-se a Madeira, pelo Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, nome em homenagem ao craque de futebol nascido na ilha. A melhor cidade para se hospedar é Funchal, distante 19 kms do aeroporto. Para ir até lá, há as opções do Aerobus, que parte de hora em hora, ao custo de 5 euros, acho a melhor opção, em 30 minutos estará no centro de Funchal, com muito conforto. E os serviços de táxi ou motorista de aplicativo. Ônibus de linha são muito irregulares, não recomendo. Para hotéis, utilizo o aplicativo da booking.com, há uma variedade enorme em Funchal, para todos os bolsos. 













Alugar um carro também é uma opção, mas não é fácil estacionar na cidade e as estradas para as atrações são bem ruins, tortuosas e estreitas. Se você for no verão, onde poderá aproveitar as praias mais distantes, sugiro que alugue um carro por três dias, no máximo, é o tempo que vai necessitar para percorrer os pontos mais afastados da Ilha da Madeira. As outras localidades pode-se fazer de ônibus de linha normal, vale a pena e sem risco. Mas há inúmeras agências de turismo que fazem bate volta nas localidades mais distantes, pode ser uma opção mais cara,  mas acho mais interessante que alugar um carro.

 Funchal, é uma cidade linda, aprazível, lotada de restaurantes, lojas e  jardins. Como chegamos em maio, estava acontecendo o festival da primavera. Uma série de shows, a cidade toda decorada com lindos arranjos florais, e todos os dias, na praça central, uma apresentação, de artistas regionais, enalteciam os  valores portugueses, que eles tanto prezam, Todos gratuitos, para entreter os turistas.








Grupos Folclóricos da Região da Madeira


Uma das atrações mais procuradas da ilha é o bairro do Monte, onde, além da vista privilegiada de toda a Ilha da Madeira, é onde está a Igreja N.Sra. do Monte, e os famosos, e caros, carrinhos de cesto, que divertem turistas descendo ladeira abaixo, ao valor de 15 euros por pessoa. Chega-se de ônibus de linha, Sightseeing ou carro, mas, como já expliquei, dirigir pelas ruas estreitas até chegar ao monte não é tarefa para amadores. Passeio para duas horas, no máximo, para visitar a região, fotografar a linda vista e escorregar com os carrinhos de cesto, ou não, dois kms ladeira abaixo. 

Igreja N.Sra. do Monte

Igreja N.Sra. do Monte

Carrinhos de Cesto, diversão garantida

Vista de N.Sra. do Monte


Na sequência fomos a Câmara dos Lobos, assim batizada pelo elevado número de lobos marinhos que a vila abrigava. Este é o lugar ideal para um passeio de duas horas também, e pode ser programado junto com o Cabo do Girão. Se coincidir com o horário do almoço, há inumeros restaurantes, voltados para mar, com cardápio à base de peixe. Também chega-se de ônibus de linha, sightseeing, carro, ou taxi. Vagar pelas ruas, tomar uma cerveja, ou um vinho geladinho, saboreando um dos pratos locais, é o programa. Descontração.







 Cabo do Girão. Distante 10 kms do centro de Funchal, vale a pena conferir. Trata-se de um mirante, em uma plataforma de vidro, construída a 580 metros acima do mar. A mais alta da Europa, segundo a secretaria de turismo de Funchal, com vistas privilegiadas de toda a Ilha da Madeira. Vale o passeio. Leve um agasalho, mesmo que esteja um dia de sol, faz muito frio nesta região.









À noite, a Ilha ganha tons de magia, com suas luzes candeeiras. 









A Ilha da Madeira é famosa por seus bordados delicados e artesanais. Para conhecê-lo, visitamos a sede da Bordal, empresa que existe há 60 anos, produzindo da mesma forma. A partir do desenho preparado pelos artesãos, os tecidos, importados da Bélgica e Suíça, passam por mãos ágeis, que primeiro marcam os desenhos nos tecidos, linhos e organzas, com um pó azulado. Segunda etapa, seguem para uma outra marcação, desta vez com pequenos furos, que servirão de guia para as mais de 400 mulheres que fazem o bordado artesanal. Bordados concluídos, as peças voltam para a oficina onde passam por um processo de refilamento,  são recortados, lavados, engomados e passados a ferro. Todo este processo faz com que as peças tenham um custo elevado. Uma toalha de mesa, para oito lugares, chega a custar dois mil euros.









Bordal há 60 anos, o início.



Esta época do ano, primavera/verão, a ilha recebe muitos happenings, um deles chamou especial atenção: mostra de carros antigos, dentro de uma competição para eleger o melhor. Atração também gratuita, em meio ao passeio público de Funchal. 








Proximo Post, Mosteiro dos Jerònimos.





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