Israel, Jerusalém 2º dia, Cidade Antiga, Via Dolorosa
Acordei cedo, após um farto café da manhã, segui para conhecer a Via Dolorosa. Seguindo as recomendações de sites e blogs de viagens, fui direto ao Santo Sepulcro. Onde também está a pedra do Gólgota, local da crucificação de Jesus. Após uma curta caminhada, cheguei a entrada da imensa basílica. Já estava lotada. A fila já era de três horas de espera. Fiquei bem desanimado. E achei que a dica foi uma tremenda furada.
Como a visitação ao Sepulcro só começaria às 10 horas, eu ainda teria 1h30 minutos. Resolvi conhecer a gigantesca basílica, que abriga capelas e igrejas de todas as crenças. É repleta de referências à crucificação, até o sepultamento de Jesus. Apesar da multidão caudalosa, o som que se ouvia, eram sussurros de preces, aguardando o momento de entrar no local mais sagrado do cristianismo.
O primeiro impacto está logo à entrada do santuário, a Pedra da Unção, onde Jesus teria sido colocado, após ser retirado da cruz, por José de Arimateia e por Nicodemos. Foi onde o preparam para o seu sepultamento. Centenas de pessoas debruçadas sobre ela, passam peças de roupas e fazem emotivas orações. Também me abaixei e toquei a pedra, e rezei, pedindo as bençãos divinas.
Após os minutos de prece, subi as escadas, em direção ao Gólgota, onde Jesus foi crucificado. A fila estava bem menor. E andava relativamente rápido. Mulheres tem que estar com saias, ou bermudas, abaixo do joelho. Homens só podem entrar usando calças. Há um sacerdote, da religião ortodoxa, que barra quem não estiver vestido de acordo. E também controla o tempo de cada um ao pés da cruz. O máximo, são dez segundos. Não é suficiente nem para uma prece. Ajoelhei-me, fiz o sinal da cruz e saí. A foto não ficou muito boa, mas ilustra este relato.
Desci e voltei à fila, do Santo Sepulcro. Ali é um padre da igreja católica quem controla a entrada, e o tempo de cada um. Também é muito rápido. Mas o suficiente para sentir uma enorme onda de emoção. Indiscrtível, estar onde Jesus ressuscitou.
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O mausoléu foi edificado pelo imperador Constantino, como moldura para o túmulo de Jesus. |
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O Domo foi projetado para que sempre haja luz natural sobre o Sepulcro. |
Passados meus dez segundos, sou convidado a me retirar. Entram quatro ou cinco pessoas por chamada. Realmente não prestei atenção. Mas ficamos ali dentro bem apertados. É o tempo de se ajoelhar e agradecer, por aquele precioso momento. Vale cada segundo.
Como Jerusalém é um território neutro para judeus, cristãos e muçulmanos, a basílica guarda várias igrejas dentro dela. Um labirinto de escadas, que descem a várias capelas, de diferentes crenças religiosas. Depois de descer vários lances de grandes escadas, chega-se a ruínas, preservadas com vidros, do que restou da pedreira do Gólgota. E outras "atrações", que ficaria chatíssimo relatar aqui. Então, crie coragem, embarque para Israel, e visite Jerusalém. Perca-se pelas ruas da cidade Velha. E conheça tudo. É muito seguro, e fascinante. Mas, para facilitar a busca, encontrei o mapa , abaixo, com a descrição das 14 estações da via Dolorosa.
Terminada a visita a Basílica do Santo Sepúlcro, fui rumo às estações da Via Dolorosa. A Via Crucis de Jesus, até chegar ao calvário.
As estações são identificadas por números romanos. Percorrê-las, é testemunhar a demonstração de fé de povos do mundo inteiro, é reconfortante. Presenciar o poder da fé, inspirando cenas de amor a Cristo.
Esta é uma das estações mais concorridas. Foi aqui que Jesus, exausto de carregar a cruz, apoio-se para não cair.
Há muitos guias profissionais, que fazem todas as estações e narram a representatividade de cada uma.
Eu estava com um chip habilitado, preferi usar meu telefone como guia. As estações são numeradas e próximas, percorrê-las é muito fácil. E o fiz sem pressa. Esteja preparado para enfrentar multidões de fiéis. Jerusalém é uma das cidades mais visitadas do planeta. São cerca de quatro milhões de pessoas por ano.
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| Domo da Rocha |
As estações terminam no bairro muçulmano. Muito diferente do bairro judeu, aqui as barracas não são muito organizadas. Há muito mais gente circulando. Segui a visita à cidade velha, e fui em direção ao Muro das Lamentações. Para entrar, há um reforçado esquema de segurança. Com muitos soldados, detector de metais, e revista de bolsas e mochilas.
No caminho até lá, encontram-se todo tipo de souvenirs, referentes à crucificação. Incluindo coroas de espinho. Eu, particularmente, achei de mal gosto.
Muro das lamentações
Um dos lugares mais sagrados de Israel, o muro das lamentações, foi o que restou do chamado Segundo Templo de Jerusalém, do original Templo de Salomão. O primeiro templo, foi destruído pelos babilônios no ano de 586 a.C. De linhas simples, este primeiro templo foi totalmente reformado pelo Rei Hérodes. Transformando-o no suntuoso Templo de Heródes. Este, foi destruído, no ano 70 d.C, pelo general romano Tito. Para conter uma revolta judeia, Tito comandou um ataque a cidade, que culminou com o incêndio de Jerusalém. Do templo, só sobrou o muro.
O general romano Tito, mais tarde elevado ao título de imperador, deixou o muro em pé, para que o povo judeu não se esquecesse de que Roma havia vencido a guerra.
Os judeus encaram essa história de maneira oposta. Para eles, o que restou do templo, tornou-se o símbolo da aliança entre Deus com o povo de Israel.
O muro acabou virando local de veneração. E, há séculos, os judeus, e turitas do mundo todo, colocam papeizinhos com pedidos e orações. Eu também coloquei o meu. Há um lado reservado para homens e outro para mulheres.
Prepare-se: Esteja com algum documento, com foto, todo o tempo. Lugares sagrados requerem alguns cuidados. No Santo Sepulcro, vá com trajes adequados. Mulheres não podem usar roupas curtas. Para homens, requer calças. Leve na mochila, uma troca de roupa e água. Pelas ruas da Cidade Velha ninguém se incomoda com os trajes que você estiver usando. E, dependendo da época, o calor é insuportável. Há muitos grupos de turistas, visitando os locais sagrados, com um guia do seu país de origem. Eles, os guias, tem o péssimo hábito de guardar lugar nas filas, enquanto seus clientes passeiam pela cidade, aguardando a vez de visitar o sítio sagrado. Por isso, marque muito bem seu lugar na fila. Para evitar conflitos, chame um policial. Tenha paciência. Arrumar confusão só fará seu dia ficar ruim. Os policiais israelitas são muito educados e corteses. A despeito do que dizem, Israel é um país muito seguro, é vigiado por centenas de câmeras, de última geração. Afinal, exportam tecnologia de segurança para o mundo todo.








































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