Israel, Jerusalém 1° DIA


Após vistar as principais cidades da costa mediterrânea de Israel, e do Mar da Galileia, fui, sem mais paradas, para Jerusalém. Foram, aproximadamente, 170 quilômetros de Tiberíades até a terra santa.  Estrada perfeita, muito bem sinalizada e sem cobrança de pedágios. Aliás, não vi nenhuma cobrança de pedágio, durante todos os percursos que percorri pelo país. 


Jerusalém tem um trânsito caótico. Por isso, planejei a devolução do carro depois de instalado em meu hotel. Optei por ficar em frente a cidade murada, para que eu pudesse fazer tudo caminhando, sem me preocupar com transporte. Hospedei-me no magnífico Notre Dame Of  Jerusalém. Um cinco estrelas, que é uma extensão do Vaticano na cidade. 

Hotel Notre Dame Of Jersualém

Vista da cidade santa, roof do hotel


Devidamente instalado, atravessei a rua e entrei na Cidade Velha.  E comecei a percorrer as ruas, repletas de lojas, restaurantes, cafeterias e gente dos quatro cantos do mundo. Estava ansioso para conhecer a Via Sacra. Percorrer os pontos, onde foi o calvário de Jesus, até o Santo Sepulcro. Eu li, em muitos sites de viagens e blogs, aconselhando  a começar a visita pelo Santo Sepulcro, invertendo a ordem da visita  à Via Sacra, e descer pelas quatorze estações. 
Segurei a ansiedade, e fui conhecer a Cidade Velha, que é dividida em quatro bairros: o judeu, o ortodoxo, o  muçulmano e o armênio. A entrada, em frente ao meu hotel, era pelo bairro judeu. Ruas muito limpas,  uma centena de lojas, tudo muito bem organizado. Os aromas das especiarias, mesclavam-se ao dos doces caramelizados, sendo preparados, bem à minha frente. As cores vivas das cerâmicas, a beleza das luminárias, os muitos restaurantes típicos, e o burburinho,  dos milhares de turistas, que atropelam-se no vai e vem das ruelas, desenhavam o primeiro cenário com o qual me deparei. Soma-se a este cenário muitos jovens militares, servir o exército em Israel é obrigatório tanto para homens como para as mulheres. Em seus uniformes verdes, e metralhadoras em punho, fazem a segurança da cidade velha. Prontos a ajudar turistas, que se perdem, facilmente, dentro da muralha.  Fiquei bastante impressionado com tudo que vi..

 

Jerusalém, bairro Judeu

Uma, da centenas de lojas, bairro Judeu

Doces...uma perdição de tão gostosos



Reserve, pelo menos, quatro dias para estar em Jerusalém. Já falei sobre isso aqui, mas é bom repetir. O país todo respeita o Shabat, que começa às sextas feira, às 15 horas, e só termina no domingo, às 18 horas. Tudo fecha. Se não estiver em um hotel internacional, que tenha um restaurante, que esteja aberto durante o Shabat, previna-se com algum tipo de alimentação e bebida. Uma opção, também, são os restaurantes gregos, dentro da cidade antiga. Ficam abertos e abarrotados de turistas.  As cidades param. Parece que tudo entra no modo "slow". Mas isso faz parte da cultura judaica.  Não há o que fazer, respeita-se, sem reclamar. 
 Prefira chegar a cidade, de preferência, em uma segunda feira. E programe-se, para prosseguir viagem, se você for continuar viajando pelo país, a partir da sexta feira, pela manhã. Observando os horários do Shabat.
Na primeira noite em Jerusalém, fui assistir ao show de efeitos visuais, na "Torre de Davi". Trata-se de um espetáculo, bem estruturado,  de projeções, que conta parte da história da cultura judaica. Criado por técnicos franceses, o show é bem concorrido. Se quiser assistir, compre antecipadamente pelo site oficial. É confiável e fácil, www.tod.org.il


Show de Projeções, Torre de Davi





O show tem duração de trinta minutos e acontece duas vezes por noite. Por mais calor que estiver durante o dia, leve um agasalho. A temperatura cai drasticamente à noite. 


 A Torre de David é um patrimônio histórico, e arqueológico mundial. É uma fortaleza medieval, que data do século II a.C., localizada perto do portão de Jaffa, entrada histórica da cidade velha. Apesar do nome, a Torre de Davi foi construída pelo Rei Heródes.  Destruída e reconstruída várias vezes, por ataques de inimigos, a construção atual  aproxima-se a  500 anos de história.

Portão Jaffa, Cidade Velha

As lojas, na cidade velha, fecham às 20 horas. Voltei para o hotel, cansado da caminhada. Uma boa noite de sono, e estaria preparado para uma nova, e longa,  jornada no dia seguinte.

Hotel Notre Dame Of Jersualém


Próximo post, Via Dolorosa e o Santo Sepúlcro.

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