Marrocos, Marrakesh
Quando decidimos por fazer uma viagem exótica, imediatamente o Marrocos, ao norte do continente africano, pareceu-nos uma ótima opção. Decisão tomada, vieram as dúvidas: clima, moeda, trajes, pratos, água e como trafegar pelo país. Comecei a ler tudo que encontrava dos principais destinos marroquinos, procurei quais agências trabalhavam com este roteiro, e encontrei a ótima Trilho Salama, www.viagensmarrocos.com.
Meu ponto de partida foi Marrakesh. Escolhemos Lisboa como ponto de partida, são duas horas, em voo direto. Ficamos uma semana em terras lusitanas (matéria para edição de Portugal) e em seguida o início de nossa jornada para o Marrocos. Fechamos um pacote de uma semana, com a Trilho Salama, com traslado do aeroporto ao hotel em Marrakesh, guia falando português, carro, hoteis, acampamento no Deserto do Saara, categoria cinco estrelas, algumas refeições e o traslado final, do hotel em Casablanca ao aeroporto, onde retornaríamos a Lisboa.
Não foi exatamente uma pechincha, mas achamos um valor adequado, por todas as mordomias: dois mil e quinhentos euros, para duas pessoas(quando viajamos, o Euro estava 5 reais).
Como disse, escolhemos nosso ponto de partida no ápice do exotismo marroquino, Marrakesh. O aeroporto renovado, atendentes atenciosos, educados. Comecei a relaxar.
Troquei alguns euros, no aeroporto, por Dirhans, moeda local e necessária, a maior parte do comércio não aceita dólares ou euros. Em seguida fomos procurar nosso motorista. Lisboa estava com temperatura média de 10° centígrados, Marrakesh quase 40°, calor que parecia colar na pele. Para nossa surpresa, o motorista contratado não estava no aeroporto no horário marcado. Nós estávamos sem celular, haviam outros serviços de shuttle aguardando próximo a nós. Puxei conversa com um deles e disse que iria ficar no Hotel & Spa Riad El Walaa, mas que o meu motorista ainda não havia chegado.
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| Riad El Walaa |
No mesmo instante ele ligou para o hotel e descobriu que o motorista estava atrasado, mas chegaria em poucos minutos. E chegou, em 10 minutos. Achei importante este relato, para demonstrar a gentileza do marroquino. O idioma é uma barreira, quase ninguém da população local fala inglês, o idioma oficial é o árabe, o francês e o dialeto berbere. Mesmo com a dificuldade do idioma, chegamos ao nosso hotel, um Riad, ficava dentro da medina, área histórica, próximo ao Souk denominação de mercado de rua.
Além de belíssimos, os Riads são antigos palácios que foram transformados em hoteis. O atendente foi extremamente gentil, e falava inglês com fluência. Como o Souk, é cheio de ruelas, todas muito iguais, ruas estreitas, repleta de lojinhas por todos os lados, é muito fácil se perder. Não foi o nosso caso. Conseguimos traçar um caminho de ida e volta ao Riad, memorizando as lojas do caminho.
| Souk em Marrakesh |
Denominada “cidade vermelha”, cor predominante na cidade, Marrakesh se destaca pela quantidade de resorts de luxo, campos de golfe,cassinos e restaurantes classe A. Diversão para todos os gostos e bolsos.
Começamos nosso passeio pela Praça Jemaa el-Fna. Bem próximo ao nosso Riad. O lugar é a própria tradução da palavra diversidade, tantos são os tipos ali presentes. Encantadores de cobras, quase todas são Naja, dividem o espaço com saguis, que tiram sua sorte, tipo o nosso realejo, e muitas, muitas barracas, que vendem de frutas à artesanato. Cercada de cafés e restaurantes.
Praça Jemaa el-Fna. |
O prato mais tradicional são os populares tajines, que podem ser tanto de carne, frango ou legumes. Optamos pelo de legumes, e foi ótimo. Estava delicioso. Atenção especial para as louças, muito criativas, manufaturadas, impressionam. Compramos vários tipos.
| Tajine de Legumes |
Uma recordação que vale a pena. Se não estiver com um guia, vale a pena fazer um City Tour. Com o sistema drop on/off, é possível visitar vários lugares, em um dia inteiro de passeio, pelo equivalente a 50 reais por pessoa. Vale a pena. O passeio percorre todas as áreas de Marrakesh e outros souks. Atenção, se for comprar nos souks, pechinche muito, eles são ladinos no trato. A economia pode chegar a 70% do valor original.
Uma das principais atrações turísticas da cidade, o Jardim Majorelle, tem que fazer parte de qualquer roteiro a Marrakesh. Trata-se da casa em que o estilista Yves Saint Laurent, e seu marido Pierre Berge, construíram como um refúgio de criação e sossego. Lugar magnífico e imperdível.
O Jardim Majorelle, ocupa ma área de nove mil metros quadrados, sua magnífica vegetação contrasta com as construções em estilo mouro e Art Deco.
| Jardim Majorelle |
O jardim é uma Grande compilação de plantas e árvores exóticas de vários cantos do mundo. Inicialmente projetada como santuário e laboratório pelo pintor francês Jacques Majorelle, em 1922. Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, que descobriram o Marrocos em 1966, compraram o Jardim Majorelle para salvá-lo de virar um complexo hoteleiro.
Os novos proprietários decidem morar na vila do artista Jacques Majorelle, batizando-a de “Villa Oasis”.
Em toda a exuberante arquitetura do local a cor azul predomina, o “azul Majorelle”. Curiosidades sobre o jardim: ali existem exemplares de plantas de todas as partes do mundo; e, na área externa, há um memorial e uma loja com itens da grife YSL. E ainda, um restaurante ao ar livre, em meio a vasta vegetação.
Yves Saint Laurent, após sua morte, doou a propriedade para a cidade de Marrakesh, com a condição de continuarem o maravilhoso projeto de preservar as espécies de plantas nativas ali cultivadas, tornando-a um bem à comunidade e ao mundo.
“Durante muitos anos, encontrei no jardim Majorelle uma fonte inesgotável de inspiração e sempre sonhei com suas cores únicas".
Yves Saint Laurent
Para visitá-lo, a melhor forma é comprar ingressos antecipados pelo site www.jardinmoajorelle.com .
Caso contrário, prepare-se para enfrentar uma longa fila para comprar seu ingresso, 70 dirham (cerca de 100 reais).
| Marcos Maritan |
Prepare-se: Como relatei acima, viajei com a Trilho Salama, uma agência sediada em Portugal e que fez o roteiro, baseado no meu interesse, e onde fui muito bem atendido.
Mas não tenha medo de ir por conta própria. E, se seu orçamento for apertado, alugue um carro, o custo diário será bem menor. O melhor a fazer é um orçamento diário. Dentro dele escolher as melhores opções de hospedagem, locomoção e atrações a visitar. Se programar voos internos, procure pelas cias low coast, elas tem tarifas atrativas, mas atente para o valor de despacho de bagagem, inclua sua bagagem a ser despachada no ato da compra, o valor a pagar será 50% menor. Com antecedência, programas de milhagens são uma excelente opção para emissão de passagens gratuitas.
As estradas no Marrocos são muito boas, e o GPS funciona bem. Em Marrakesh, não estava pela Trilho Salama, foi o recepcionista do meu hotel quem me ajudou com as informações de passeios, city tour. Por isso que, mesmo com orçamento mais apertado, vale a pena ficar em um bom hotel. Você será melhor assessorado, terá mais conforto e ficará melhor localizado. Quanto mais perto das atrações a visitar, menor será seu custo diário.
Boa Viagem











Marcos: seu texto e fotos belissimos nos leva a viajar e nos encantar diante de tanta beleza! Obrigada! Bia
ResponderExcluirObrigado Bia. vc sempre muito carinhosa. Bjo.
ExcluirObrigado Vagner. Foi a forma que encontrei de me ocupar. Era uma pretensão antiga. A quarentena serviu para eu revirar meus arquivos. Tenho muito material. Está sendo delicioso fazer. Espero que leiam, e gostem, dos próximos posts. Grande abraço
ExcluirParabéns pela iniciativa!!! Sempre bom viajar...até pela firma digital!!!! Que tenha(mos) muitas oportunidades ainda de fazê-las da forma “analogica”!!!!! Abraço Vagner Bartié
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