Israel, Tel Aviv


A viagem a Israel foi por mim acalentada durante muitos anos. Eu tinha muito receio de visitar um país em eterno conflito com seus países vizinhos. Por três vezes mudei meu roteiro por medo de acontecer algum ataque terrorista. Quando, finalmente, marquei a viagem, recorri a todas as matérias e blogs que tivessem alguma informação a respeito de Israel. Ao começar a pesquisa, lendo os relatos, fui ficando mais tranquilo e animado.  Escolhi viajar pela TAP, stop em Lisboa de uma semana, para depois seguir para Israel. Lisboa/Tel Aviv são mais cinco horas.
Escolhi o mês de maio, que, pela minha pesquisa, era um mês de temperatura mais amena. Só que não. Os 25º graus prometidos ficaram no mês de abril ou março. Cheguei em Tel Aviv com 35º graus. Estava muito quente. E só piorou. Para quem gosta de muito calor, excelente época. Para quem prefere clima mais ameno, recomendo ir em abril, ou setembro.
 Antes de sair do aeroporto,  troque dinheiro. Taxistas não aceitam moedas estrangeiras, nem cartão de crédito, somente shekels, a moeda israelense. Troquei o suficiente para o taxi, cerca de 50 dólares.



O trajeto do aeroporto até o centro de Tel Aviv leva, aproximadamente, 40 minutos. Escolhi hospedar-me  na região das praias, próximo a Old Jafa, centro histórico de Tel Aviv. Foi uma escolha acertada, o hotel era ótimo, próximo a tudo que queria visitar e conhecer. Prefiro reservar hoteis com café da manhã incluso na diária. Além de prático, te prepara para um dia de muita caminhada, até bater a fome para o almoço.
Depois de uma noite de sono restaurador, desci para o café da manhã, muito bom, mas com vários itens estranhos ao nosso paladar. Por exemplo, eles tem o hábito de comer peixe crú  no café, entre outras iguarias não palatáveis para nós, brasileiros. Primeira tarefa do dia, comprar um chip telefônico (foram 80 shekels, 30 dólares), na loja indicada pelo gentil recepcionista do hotel. Aliás, gentileza é uma das características do povo de Israel. Telefone habilitado, segui para Old Jaffa, que em hebraico, significa belo. Uma das cidades mais antigas do mundo, data de 4 mil a.c. Old Jaffa foi um importante porto.  Um bom exemplo,  da utilidade como porto, foram os muitos carregamentos de material para a construção do Templo de Salomão, que chegavam do Líbano e partiam de Jafa para seu destino final. Hoje desativado, serve de cenário para lindas fotos da orla de Tel Aviv. Como relato bíblico, os personagem Jonas, diz a história que ele teria saído com uma embarcação e foi engolido por uma baleia, Jafé, (filho de Noé), Salomão e São Pedro aparecem ligados a Old Jaffa.
A cidade é bem pequena, uma vila. Em suas ruelas  estreitas e íngremes, estão lojas, galerias de arte, restaurantes instalados onde, antes, eram casas.






Todos os dias, uma feira de antiguidade, e quinquilharias, está bem à entrada da cidade. Eu gosto muito de velharias e antiguidades. Não perdi a oportunidade de me perder em meio as barracas.






Tel Aviv, para minha surpresa, é uma cidade cheia de vida. Como estava muito calor, as praias estavam lotadas. Gente jovem, bonita e descolada. Claro que havia lido sobre Tel Aviv ser uma cidade parecida como o nosso Rio de Janeiro. A grande diferença é que lá pode-se andar a qualquer hora com muita segurança, o transporte público é ótimo, já os táxis são muito caros. Alugar um carro é uma boa opção. O problema é onde estacionar. Muito difícil. 
Depois de um lanche rápido, voltei ao hotel, peguei toalhas e fui a praia. Num dia quente, muita gente espalhada, muitos turistas europeus. A bonita orla, revela variedade de restaurantes, lojas, bares, cafés e sorveterias. Os israelenses praticam muito esporte, correm, andam de bicicleta,  caminham, mergulham, no mar de águas cristalinas, ou, simplesmente, tomam banho de sol, ao longo das treze praias de sua sua orla





Um dos passeios mais bacanas da cidade é o Pier do Porto. Um grande calçadão, em madeira, divide espaço com lojas transadas, restaurantes com mesas ao livre, um charmoso  mercado, que é uma verdadeira tentação, tamanha a variedade de frutas naturais, frutas secas da região,  a beleza das verduras e legumes.  




E, se estiver por ali no horário do almoço,  pode aproveitar as delicias do restaurante, bem no meio do mercado. Experiência tentadora . Uma verdadeira tentação e um passeio delicioso.


À noite é concorrida. Percorri vários bairros famosos, em plena terça feira, todos estavam lotados. A vida gay também é bastante intensa. Nada a esconder, pelo contrário. Os gays israelenses, pelo menos em Tel Aviv, fazem questão de mostrar afeto em público. Os estabelecimentos usam a bandeirinha gay, mostrando que a comunidade é bem-vinda. 
Viajei com meu marido, não tive nenhum problema em hospedagem, com cama de casal, em todo o país.

 


Prepare-se: brasileiros não precisam de visto para entrar em Israel, apenas  passaporte válido por, no mínimo, seis meses. Reserve hotel com antecedência. Nos meses de calor, de maio à outubro, os hoteis lotam facilmente. Nunca é demais aconselhar, faça seguro saúde e coloque suas vacinas em dia. Em uma eventualidade, você não é pego desprevenido. E, na alfândega, os oficiais podem pedir. 
Tanto no embarque no Brasil, quanto em Lisboa, há funcionários das embaixadas de Israel, que podem pará-lo para uma entrevista e vistoria de bagagem. É uma conversa rápida e amistosa. Mas é bom você ter vouchers de hoteis e roteiro que fará no país em mãos. São muito rigorosos com a segurança. 
Se preferir se locomover de transporte público, em Tel Aviv, em pequenos mercados, você compra cartões e os carrega com a quantia em dinheiro que preferir. Para não perder dinheiro, faça a conta de quanto irá precisar, não há devolução. E o cartão de Tel Aviv não serve em Jerusalém e em outras cidades você não vai precisar dele. 
Apesar do receio, preferi alugar um  carro e seguir viagem pela orla de Israel, e conhecer seus principais pontos históricos e bíblicos. O que acabou sendo uma ótima opção. As estradas são execlentes, o GPS, utilizei Google Maps, é preciso. O país é pequeno, apesar da estranha vizinhança (Gaza, Iraque, Síria e Líbano), é muito fácil dirigir, com segurança.


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