Portugal, Sintra: Quinta da Regaleira

Voltar a cidade de Sintra é sempre uma alegria. Sentir o ar frio da montanha, o aroma doce dos travesseiros cremosos,  doce tradicional da doceira Periquita, que perfuma o ar e convidam os turistas a se deliciarem. Ver as ruas estreitas cheias de lojas charmosas, as imponentes construções do século 19, contrastam com ruas lotadas de turistas de todas as partes do mundo. 






Travesseiros da Piriquita, sabor de Sintra


Desta vez, visitei a Quinta, ou Palácio, da Regaleira , uma construção do final do século 19, com arquitetura nos padrões manuelino, como o Mosteiro dos Jerònimos. Uma mansão em meio a um vasto jardim, que guarda mil histórias, entre rebuscados tetos, com acabamentos em madeira, lindamente trabalhada, pelo artista português Julio da Fonseca. 

Quinta da Regaleira


 O Palácio da Regaleira, também designado Palácio do Monteiro dos Milhões, pertenceu a António Augusto de Carvalho Monteiro, distinguido pelo rei Dom Carlos I, em 16 de agosto de 1904, como barão de Almeida, foi ele quem encomendou a construção do palácio, em sua configuração atual.


A Quinta da Regaleira está situada na encosta da serra, a uma curta caminhada do centro histórico de Sintra. 





A história conta que António Augusto buscava um arquiteto para construir uma casa de campo, em estilo manuelino, nos imensos 4 hectares, rodeados de  jardins naturais, lagos e grutas. Ele contratou o arquitecto Henri Lusseau, que desenhou os primeiros planos entre 1895 e 1896. Mas ele não gostou do projeto, que não respeitava o estilo manuelino, o que o levou  à procura de outro profissional. 





O renomado Luigi Manini, arquiteto que fez carreira como cenógrafo no Teatro La Scalla, em Milão, na Itália, e mais tarde,  nos principais teatros portugueses, tornou-se o criador da Regaleira. A construção ocorreu  entre os anos 1898 e 1911, ainda na era da monarquia.









Os rebuscados entalhes em madeira, incluindo os tetos, são de autoria do artista português Julio da Fonseca, que trabalhou  na Quinta da Regaleira por 17 anos, e é responsável também pela criação do lindo mobiliário.

no site, informações sobre horários de visitação e tarifas.

http://www.regaleira.pt/pt/

Na serra de Sintra, outra opção de visita é o Palácio da Pena. No século XVI, Manuel I de Portugal no cumprimento de uma promessa, ordenou  a construção de um convento em madeira, no topo da serra, em substituição a uma antiga e pequena capela. 

Palácio da Pena, Sintra, Portugal

Palácio da Pena, Sintra, Portugal

Já no século XVIII,  a queda de um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia, danos que foram agravados em decorrência do terramoto de 1755, que deixou o convento em ruínas. Apenas o altar-mor, na capela, e um retábulo em mármore e alabastro,  permaneceram intactos. 



No século XIX a paisagem da serra de Sintra e as ruínas do antigo convento maravilharam o rei-consorte Fernando II de Portugal. Em 1838, este decidiu adquirir o velho convento, com o intuito de fazer do edifício  sua futura residência de Verão. O novo projeto foi encomendado ao germânico Barão von Eschwege. A obra foi concluída em 1847.

Após sua morte, o palácio foi deixado para a sua segunda esposa, Elisa Hendler, Condessa de Edla, o que à época gerou grande controvérsia pública, uma vez que já se considerava o palácio como monumento histórico do país. A viúva de D. Fernando procurou então chegar a um acordo com o Estado Português, e recebeu uma proposta de compra, em 1889, por parte de Luís I de Portugal, em nome do Estado, a qual ela  aceitou. Com essa aquisição, o Palácio passou para o património nacional português, integrando o património da Coroa. 


Com a implantação da República Portuguesa, o palácio foi convertido em museu, com a designação oficial de Palácio Nacional da Pena, e hoje é uma das 7 maravilhas de Portugal.

A história completa e os horários e tarifas para visitação, no site:

https://www.parquesdesintra.pt/pt/parques-monumentos/parque-e-palacio-nacional-da-pena/historia/

Prepare-se: Para ir a Sintra de carro, a partir de Lisboa, são apenas 29 kms. A estrada é ótima e aprazível. Para um bate/volta, há a opção de trem, que parte da estação do Rossio, no centro histórico de Lisboa. São 40 minutos, em trem confortável, ao custo de 4,50 euros ida e volta.

Estação do Rossio, Lisboa, Portugal



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