Portugal, Sintra: Quinta da Regaleira
Voltar a cidade de Sintra é sempre uma alegria. Sentir o ar
frio da montanha, o aroma doce dos travesseiros cremosos, doce tradicional da doceira Periquita, que
perfuma o ar e convidam os turistas a se deliciarem. Ver as ruas estreitas
cheias de lojas charmosas, as imponentes construções do século 19, contrastam
com ruas lotadas de turistas de todas as partes do mundo.
| Travesseiros da Piriquita, sabor de Sintra |
Desta vez, visitei a Quinta, ou Palácio, da Regaleira , uma construção do final do século 19, com arquitetura nos padrões manuelino, como o Mosteiro dos Jerònimos. Uma mansão em meio a um vasto jardim, que guarda mil histórias, entre rebuscados tetos, com acabamentos em madeira, lindamente trabalhada, pelo artista português Julio da Fonseca.
| Quinta da Regaleira |
O Palácio da Regaleira, também designado Palácio do Monteiro dos Milhões, pertenceu a António Augusto de Carvalho Monteiro, distinguido pelo rei Dom Carlos I, em 16 de agosto de 1904, como barão de Almeida, foi ele quem encomendou a construção do palácio, em sua configuração atual.
O renomado Luigi Manini, arquiteto que fez carreira como cenógrafo no Teatro La Scalla, em Milão, na Itália, e mais tarde, nos principais teatros portugueses, tornou-se o criador da Regaleira. A construção ocorreu entre os anos 1898 e 1911, ainda na era da monarquia.
no site, informações sobre horários de visitação e tarifas.
Na serra de Sintra, outra opção de visita é o Palácio da Pena. No século XVI, Manuel I de Portugal no cumprimento de uma promessa, ordenou a construção de um convento em madeira, no topo da serra, em substituição a uma antiga e pequena capela.
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| Palácio da Pena, Sintra, Portugal |
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| Palácio da Pena, Sintra, Portugal |
Já no século XVIII, a queda de um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia, danos que foram agravados em decorrência do terramoto de 1755, que deixou o convento em ruínas. Apenas o altar-mor, na capela, e um retábulo em mármore e alabastro, permaneceram intactos.
No século XIX a paisagem da serra de Sintra e as ruínas do antigo convento maravilharam o rei-consorte Fernando II de Portugal. Em 1838, este decidiu adquirir o velho convento, com o intuito de fazer do edifício sua futura residência de Verão. O novo projeto foi encomendado ao germânico Barão von Eschwege. A obra foi concluída em 1847.
Após sua morte, o palácio foi deixado para a sua segunda esposa, Elisa Hendler, Condessa de Edla, o que à época gerou grande controvérsia pública, uma vez que já se considerava o palácio como monumento histórico do país. A viúva de D. Fernando procurou então chegar a um acordo com o Estado Português, e recebeu uma proposta de compra, em 1889, por parte de Luís I de Portugal, em nome do Estado, a qual ela aceitou. Com essa aquisição, o Palácio passou para o património nacional português, integrando o património da Coroa.
Com a implantação da República Portuguesa, o palácio foi convertido em museu, com a designação oficial de Palácio Nacional da Pena, e hoje é uma das 7 maravilhas de Portugal.
A história completa e os horários e tarifas para visitação, no site:
https://www.parquesdesintra.pt/pt/parques-monumentos/parque-e-palacio-nacional-da-pena/historia/
Prepare-se: Para ir a Sintra de carro, a partir de Lisboa, são apenas 29 kms. A estrada é ótima e aprazível. Para um bate/volta, há a opção de trem, que parte da estação do Rossio, no centro histórico de Lisboa. São 40 minutos, em trem confortável, ao custo de 4,50 euros ida e volta.
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| Estação do Rossio, Lisboa, Portugal |




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